Ceasa afirma que saúde do consumidor não está em risco

Ceasa/RS
O mercado da Ceasa é responsável pelo suprimento de hortifrutigranjeiros de 35% do estado – Foto: Claudio Fachel/ Arquivo Palácio

Cerca de 600 toneladas de frutas, legumes, flores, hortaliças, ovos e derivados de origem animal são comercializadas por ano no maior complexo de fornecimento desses produtos no Rio Grande do Sul, localizado em Porto Alegre. Em atividade há 40 anos, as Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa/RS) têm como compromisso social a melhoria da qualidade de vida da população com a oferta de alimentos comercializados por aproximadamente 3 mil produtores.

Conforme o último relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, divulgado no final de novembro deste ano, quase 99% das amostras analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre 2013 e 2015 estavam livres de defensivos químicos de risco agudo para a saúde. Foram avaliados cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes, totalizando 25 tipos de alimentos. Foram escolhidos esses itens pelo fato de eles representarem mais de 70% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira.

Essa pesquisa é classificada pelo presidente da Ceasa, Ernesto Teixeira, como um estudo inquestionável, dado o nível de credibilidade da Anvisa sobre o assunto. “O relatório é o mais atualizado e usou método científico adequado, examinando mais de 12 mil alimentos no período de três anos. Consideramos a Anvisa o órgão mais apropriado, e esse estudo, o mais confiável sobre o uso de defensivos”, sustenta. 

Ernesto Teixeira, presidente da Ceasa: “Estudo da Anvisa é o mais confiável sobre o uso de defensivos”

O mercado da Ceasa é responsável pelo suprimento de hortifrutigranjeiros de 35% do estado. É um universo composto por 318 empresas atacadistas e produtores de todo o Brasil e de mais sete países.

De acordo com a direção das Centrais de Abastecimento, o incentivo à produção e comercialização de alimentos saudáveis começa pela disponibilidade de um ambiente propício para o fortalecimento das relações entre atacadistas, varejistas e consumidores.

Apesar de não ser esta a sua função, a Ceasa também promove ações para orientar permissionários e produtores em relação ao uso de defensivos agrícolas, sejam biológicos ou químicos.

No Rio Grande do Sul, a fiscalização de qualidade dos alimentos fica a cargo da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Análises para verificação do nível de agrotóxicos nos produtos comercializados são feitas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Quando um produtor é identificado pelo mau uso de defensivos, a partir do resultado dos exames, ele é encaminhado a um curso de boas práticas, ministrado por um técnico agrícola da Emater. A punição ou a perda de licença a produtores que desrespeitam as normas é deliberada pelo Ministério Público, conforme termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado em 2012.

Aplicação responsável

Atualmente, junto com o boleto mensal de cobrança pela locação do espaço na Ceasa, o produtor recebe também um boletim informativo orientando sobre a importância de seguir o receituário agronômico para aplicação de defensivos químicos de uso legal no país. Além disso, são colocados técnicos à disposição para o esclarecimento de dúvidas.

“Quando uma pessoa está doente, ela recebe indicações de remédios, mas para isso o certo é consultar um médico. A mesma coisa vale para o uso de defensivos. Recomendamos a procura de um agrônomo para comprar o produto autorizado para determinada praga, porque é uma questão de saúde pública. A responsabilidade, nesse caso, é dele e de mais ninguém”, afirma o diretor técnico da Ceasa/RS, Ailton Machado.

A Associação dos Produtores da Ceasa (Assphcergs) explica que as informações necessárias sobre os defensivos registrados para combater ou prevenir determinados tipos de pragas podem ser acessadas pelo computador, no site dos Sistemas de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit). A ferramenta online possibilita a consulta pública de todos os químicos autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com informações do Ministério da Saúde (Anvisa) e do Ministério do Meio Ambiente (Ibama).

Segundo o representante da Associação dos Produtores, Evandro Finkler, que também comercializa alimentos na Ceasa, a entidade combate o uso de defensivos ilegais. “Isso é crime. Orientamos o produtor a buscar a informação que às vezes não chega lá no campo. Isso pode ser feito junto à associação e à Ceasa, para que sejam adquiridos somente os químicos autorizados”, afirma.

Assista a reportagem aqui.

Texto: Letícia Bonato
Edição: Secom 

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