Estudantes conhecem o legado de Lutzenberger

Foto Lago Victória Kubiaki 2Os acadêmicos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UniRitter visitaram, neste sábado (10), uma área de 30 hectares de reserva natural recuperada pelo agrônomo e ecologista gaúcho José Antônio Lutzenberger. O Rincão Gaia, localizado em Pantano Grande, propôs aos 14 estudantes presentes, a maioria alunos da disciplina de jornalismo ambiental, uma experiência sobre meio ambiente e ecologia.

O local, fundado em 1987, estava destinado a virar um depósito de resíduos sólidos como outros espaços não muito distantes dali. Porém, Lutzenberger transformou a agressão ao solo de uma pedreira em um sistema sustentável, rico em sua fauna e flora, sem agressões ao meio ambiente. O ecologista se valia da teoria de Gaia, defendida pelo cientista James Lovelock, onde o planeta Terra é visto como uma agregação de sistemas biológicos que resultam em um organismo vivo.

“Nós fazemos parte de um fenômeno que ocorreu há bilhões de anos e que não conhece descontinuidade. Não temos nada que não seja terrestre; não existe nada no nosso corpo e na nossa existência que não seja 100% do planeta Terra”, explica o monitor Alexandre de Freitas, que apresentou aos estudantes o universo do Rincão. Para ele, a recepção aos alunos serve para esclarecer as diferentes empregabilidades da ecologia, considerada uma ciência transdisciplinar, e o olhar sistêmico sobre Gaia.

Estufa de plantas carnívoras à esquerda e casa de José Lutzenberger no Rincão Gaia ao fundo – Crédito: Débora Pires
Estufa de plantas carnívoras à esquerda e casa de José Lutzenberger no Rincão Gaia ao fundo – Crédito: Débora Pires

Sucessão ecológica

A visita técnica buscou esclarecer não só a teoria sistêmica de Gaia, mas também outros conceitos como a sucessão ecológica. De acordo com o monitor, o fenômeno é uma escalada de organismos que modelam o ambiente, tornando-o mais propício à diversidade, o que pode ser visto de perto no trabalho desenvolvido por Lutzenberger. “Quanto mais diverso, mais complexo é o sistema e quanto mais complexo, mais estável”, reitera.

A principal trilha realizada foi a que levou ao local onde o ecologista foi enterrado em 14 de maio de 2002. O trajeto, que passou pelas pedreiras mais antigas e os criadouros do Rincão, foi pensado como uma alusão ao caminho e presença do homem no planeta, a fim de ressaltar a importância de cuidar do mundo em que estamos inseridos.

Informar e inspirar

“Não estamos aqui para doutrinar e policiar, estamos aqui para informar e inspirar. Talvez, no futuro, o Rincão Gaia seja um parque urbano, mas não adianta se desesperar com isso, continuamos tendo aqui nossa fé e nosso trabalho”, ressalta Freitas sobre a importância das pequenas decisões tomadas por cada indivíduo e o quanto elas podem refletir no futuro.

A estudante do 5º semestre, Liliane Pereira, compartilhou as impressões que ficaram sobre o local: “qualquer pessoa, de qualquer área, que visitasse o Rincão conseguiria fazer um paralelo com a sua profissão, com o seu estilo de vida e levar isso para dentro da sua casa e conscientizar um pouco mais as pessoas”. O trabalho de educação ambiental realizado pela Fundação Gaia compreende ainda cursos promovidos pela equipe de monitores como aulas de mergulho e horticultura.

Texto: Anderson Mello, Leandro Cougo, Letícia Bonato e Vanessa Magnani
Foto: Victória Kubiaki (capa) e Débora Pires
Alunos da disciplina de jornalismo ambiental
Publicado no site da UniRitter

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