Cinema gaúcho para brasileiro ver

Filmes produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre tornam-se sucessos de bilheteria

O cinema gaúcho está cada vez mais chamando atenção dos espectadores de outras regiões do país, alavancando bilheterias significativas seja com obras de ficção, adaptações literárias ou roteiros baseados em fatos verídicos. Só os dois filmes gaúchos mais assistidos no cinema têm, somados, bilheteria superior a 1 milhão de espectadores.

O grande destaque são as obras produzidas pelos gaúchos da Casa de Cinema de Porto Alegre. Nos últimos anos, a produtora gaúcha realizou filmes como “Meu Tio Matou Um Cara” e o grande sucesso de bilheteria “O Homem que Copiava”, que levou mais de 700 mil pessoas às salas de cinema.

Leandro Leal e Lázaro Ramos estrelam o filme O Homem Que Copiava. Foto: Casa de Cinema de Porto Alegre.
Leandro Leal e Lázaro Ramos estrelam o filme O Homem Que Copiava. Foto: Casa de Cinema de Porto Alegre.

Atualmente, a Casa é formada por seis sócios, que são os próprios realizadores dos longa-metragens, e se mantém independente desde 1991. Giba Assis Brasil, um dos sócios da produtora, diz que “Trabalhamos há 25 anos para sempre criar projetos novos, tentar viabilizá-los, realizar filmes e programas de televisão de qualidade, apostando na inteligência do espectador. Temos a pretensão de fazer filmes que possam ser vistos e apreciados por pessoas sensíveis e inteligentes no mundo inteiro. Mas nossa comunicação primeira é com o público brasileiro”, explica o montador.

Entretanto, para Carlos Gerbase, ex-sócio da Casa de Cinema de Porto Alegre e atual sócio da Prana Filmes, a Casa não teria sobrevivido sem as parcerias com emissoras de televisão, entre elas a Globo, e as campanhas políticas. Ainda assim, “sempre é um estímulo quando um filme tem boas bilheterias e é reconhecido”, afirma. Gerbase, que estreará o filme “Menos Que Nada” em julho, acredita que o cinema gaúcho não necessita de adaptações para atrair bilheteria: “O que precisamos é um controle maior do mercado, de modo que as salas não sejam inundadas pelos blockbusters de Hollywood”, conclui Gerbase.

Há quem diga que o destaque para obras riograndenses tenha surgido após o filme “O Quatrilho”, de 1994, que foi indicado ao Oscar para a categoria Melhor Filme Estrangeiro. Segundo Giba Assis Brasil, qualquer filme brasileiro que se destaque ajuda a abrir caminho para os demais. “Foi o que aconteceu também com “Carlota Joaquina”, “Central do Brasil”, “Carandiru” e “Cidade de Deus”, entre outros”, assegura.

Texto publicado em: UNIPAUTAS e ARTISTAS GAÚCHOS

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